As nossas crianças têm cabelos brancos e ainda acreditam em Papai Noel!
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Por Luciene C. Miranda
Um bem de valor inestimável que carregamos sempre conosco é nossa própria história de vida. Lembranças do nosso percurso por uma estrada cheia de curvas, sinalizações, belas paisagens, buracos na pista, lugares onde o sol está de rachar, noutros onde caem tempestades e trovoadas…
A história de vida de cada pessoa é única, por mais que as pessoas convivam juntas é impossível que as duas carreguem a mesma história, pois além de acontecerem situações diferentes cada um pode interpretá-las de uma maneira. Por exemplo, uma mulher pode ter belas recordações sobre a sensação do momento em que teve um filho, enquanto que outra pode focar sua lembrança nas dores horríveis que vivenciou naquele momento.
À medida que envelhecemos, percorremos mais quilômetros nesta longa estrada, adquirimos experiência e, consequentemente, vamos acumulando uma história de vida mais longa. Muitos idosos sentem grande prazer em compartilhar com os outros suas experiências de vida. Há poucos dias, conversei com uma senhora de oitenta e poucos anos, que eu não conhecia. Lúcida, muito simpática e com vontade de conversar, veio logo contar como havia conhecido seu marido, falecido há alguns anos. Logo fui me enveredando pelos detalhes da história, que, além de uma bela história de amor, trazia dados relativos aos costumes do Brasil há mais de sessenta anos: o "flertar", o fato de pretendentes a namorados pedirem permissão aos pais da moça para namorar, a recém-inserção da mulher no mercado de trabalho, as roupas da época, dentre outras características que modificam-se com o passar dos anos.
Uma outra coisa me chamou a atenção: ela relatou suas histórias com tanta alegria e entusiasmo, que em momento algum deixou transparecer tristeza pela perda do marido; transmitiu a saudade de alguém que até hoje marca presença em sua vida, que dividiu por muitos anos sua história de vida. A foto do casal pendurada na parede da sala, permite aos que chegam ali ver com seus próprios olhos uma história de amor que teve princípio, meio e fim. Porém o relato desta história de vida faz com que este fim pertença apenas ao domínio real, já que na esfera do simbólico esta história continua existindo em lembranças vivas e relatos afetuosos.
Infelizmente, muitos idosos não gostam ou não têm oportunidade de compartilhar sua história de vida, já que nossa sociedade acaba deixando os idosos em segundo plano e considera este tipo de atitude saudável como constante divagação repetitiva. As pessoas esquecem que o idoso pode ser um livro vivo de sua própria história e da história de um povo, de um país, de uma sociedade que viveu muitos anos e vivenciou muitos acontecimentos, alguns de grande importância para a história da humanidade.
É importante estimularmos este tipo de relato nos idosos, já que todos podem se beneficiar com esta interação. Importante ressaltar que na Doença de Alzheimer a memória de longo prazo é a parte da memória que fica preservada por mais tempo, por isto estimular o relato da história de vida é uma forma de manter este segmento da memória que ainda funciona ativo. Talvez, a partir do relato da história de vida do outro que nos situamos em nosso contexto histórico, ou mesmo que nos descobrimos como seres contemporâneos de um tempo diferente, porém que ainda carregam marcas deste passado que outrora foi presente de muitos outros, que ainda vivem conosco no nosso presente.





Estes são os aniversariantes deste mês:

Ouça este PODCAST
Serão várias séries, cada série abordando um assunto, relativo ao cuidado do idoso dependente, com vários podcasts!
A primeira série terá como tema CUIDANDO DE QUEM CUIDA! E no primeiro podcast desta série falaremos sobre PROFISSÃO CUIDADOR.
Para ouvir, é só apertar o botão de play. Ou se quiser escutar mais tarde, faça o download do podcast em mp3 e ouça em seu player MP3 ou IPOD.
Tenho muita esperança de que o tempo vai melhorar. Não me refiro apenas ao tempo físico da natureza, mas ao ambiente político em que vivemos. No dizer do filósofo Sartre, e eu concordo com ele, a esperança é a nossa concepção de futuro.
Desejo um tempo novo. Estou cansado da corrupção nas relações sociais que obscurecem a clareza dos dias. Quero um novo país. De novos homens. Um novo começo de era, de gente fina, elegante e sincera, no embalo de Lulu Santos. Sinto a solidão da infância no tempo presente. Comi muito silêncio, quando pequeno. Da janela da sala, vejo o mundo lá fora, como uma pessoa que, ao olhar para fora, na verdade, está vendo a si mesmo e aos outros.
Observo trabalhadores que constroem o que seus filhos carecem: escola. A educação não pode faltar no quintal das famílias. A escola me salvou da periferia da vida e de mim mesmo. Como diria minha mãe: “o estudo é a luz da vida”! E fez de mim, uma pessoa em construção, direcionada para lutar por uma sociedade mais justa e de mais oportunidades para todos.
A política não pode morrer. O que temos de melhor é o que somos: nossos sonhos, talentos, conquistas celebradas no dia-a-dia de nossas batalhas anônimas pela vida.É preciso merecer a primavera. Quando Setembro chegar, quero começar tudo de novo. Não desejo estar sozinho.
Assim como nós, as estações do ano estão muito desfiguradas. Também estão desequilibradas. Resultado cruel do que estamos fazendo com a natureza. Pouco a pouco estamos secando. Quem vai lembrar de nós, com famílias reduzidas, de comunicação pouco presente, como vamos registrar a nossa história? É preciso resgatar o verbo, a importância da palavra. Inventar novas formas de contato humano que não sejam on line.
Quando Setembro chegar, quero estar acordado, de olhos bem abertos para enxergar as flores não mais escondidas no coração de todos os homens. Agora abertas, singelas e de uma beleza sem igual, porque somos naturalmente belos.
Que venha a primavera!
José Anísio da Silva - Pitico
Idosos que cuidam de idosos.
É isto que vemos no video postado abaixo.
Dona Anésia, 75 anos, na entrevista abaixo, mostra que ela não mede esforços para ajudar pessoas desassistidas, principalmente seus pares, os idosos. Sua preocupação e seu empenho são contagiantes. É realmente um exemplo a ser seguido.

Este é o Adão Ferreira Cavalcanti, enfermeiro, formado pela Universidade Anhembi Morumbi, e com especialização em gerontologia e geriatria. Está há 3 anos no Centro de Cidadania onde entrou como voluntário e hoje faz parte do quadro efetivo da entidade. Sob seu comando estão mais 15 pessoas que juntos, prestam atendimento aos 52 idosos da entidade.
Porque trabalhar com idoso? Há muito tempo trabalho com idosos desde da construção da Associação Espirita Lar Batuira.
Como é o seu dia-a-dia? Sempre agitado. Logo pela manhã vejo as intercorências e transmito as orientações para a equipe.
Qual o momento mais emocionante que viveu na casa? A saída de um idoso.
Um motivo para sorrir? A reabilitação de um idoso.
Um motivo para chorar? Queda vital do idoso e a falta de acompanhamento familiar.
O que contribui conhecer o outro lado de cada idoso? Envolver-me com o outro lado do idoso auxilia no tratamento, para que seja completo.
Uma frase: Ninguém quer ser velho, ninguém quer morrer novo.
No ultimo dia 14/04 realizamos aqui na entidade o Chá Bingo. O evento foi um sucesso. Contamos com a participação de 30 pessoas e distribuímos vários brindes. Nosso próximo evento será o Almoço do dias das Mães, no dia 09/05 (sábado). Os convites já estão sendo vendidos na própria entidade. Contamos com a sua presença em mais este evento.
Nosso agradecimento a todos que participaram do Chá Bingo.
Este é o vídeo que nós fizemos para comemorar os 40 anos da entidade. Mostra um pouco da infraestrutura e do trabalho que é realizado por lá. A produção e a edição foram coordenadas pela equipe da Paradoxo Video e a locução foi do Cleber Maçaneiro, da Rádio Diplomata de Santa Catarina.